quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Agora conta uma de português

Um vez, eu tava com tanto job, que nem cabia mais na mesa. E, como sempre, a criação pode dar um jeito de ficar até mais tarde, mas, mais prazo, nem pensar. Mesmo assim, tentei pedir essa coisa, cada vez mais escassa.

E o atendimento lança:
"Ah! Não dá pra pedir mais prazo. Vocês não podem tocar em paralelo?"

Claro que podemos. Aproveite que eu sou ambidestro e traga mais um computador. Com um olho e a mão direita eu faço um job. Com o outro olho e a mão esquerda, outro. Mas e o saco? Como eu vou coçar? Tocar na perpendicular serve?

Pelamordedeus...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Belas Contribuições Externas

Boas contribuições chegaram nesse feriado.

Segue um apanhado com as melhores:

"Como iremos motivar o target a fazer o que queremos? Devemos convencê-lo de que se ele fizer o que queremos que ele faça, ele vai ter um benefício."
- jura?

"O cliente quer um cartão de natal com a foto da família imitando um mapa-mundi. São 2 filhas, sendo uma com marido e mais 3 filhos e outra com marido mais dois filhos. E são 3 filhos, sendo um com esposa e mais 2 filhos, 1 com esposa e 4 filhos e 1 só com a esposa, sem filhos."
- como? pera, me perdi. quem é esposa de quem?

"Uma vez me contrataram para fazer um freela de um logotipo para uma academia. Eles iam imprimir em adesivos e camisetas, então depois de ter finalizado o desenho perguntei em que formato ele precisava do arquivo para mandar pra impressão.
O filadamãe me responde - em formato A4!"

- que extensão é essa?

Pedidos dos clientes:
"Quero que vocês façam um anúncio com o mapa do Brasil na horizontal."
"Quero fazer merchandising no programa "vale a pena ver de novo."

- essa do Vale a pena ver de novo, é a melhor

É muito bom ver que alguém mais sofre com esses pedidos toscos.

Abraços,
Mal Brifado
ps: "Que bom que outros mal brifados estão se identificando com esse blog. Que, na verdade, não é pra tirar um sarro ou menosprezar os atendimentos. Essa é uma forma de me revoltar contra os "boys de luxo" que existem por aí. E eles são muitos, já que apelidinhos como esse, como "atendilento", "ATENDIjuMENTO" etc., se proliferam demais."
Sou eu, ou alguém mais entendeu que eu não estou generalizando? Engraçado ver que alguns atendimentos (Bons atendimentos) se identificam com esse blog, enquanto outros, ficam irritadinhos. Não é "Amigão".

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Contribuições por e-mail

Que bom que outros mal brifados estão se identificando com esse blog. Que, na verdade, não é pra tirar um sarro ou menosprezar os atendimentos. Essa é uma forma de me revoltar contra os "boys de luxo" que existem por aí. E eles são muitos, já que apelidinhos como esse, como "atendilento", "ATENDIjuMENTO" etc., se proliferam demais.

Enfim, quem tiver contribuições, não mande nos comentários. Mande somente para o meu e-mail: ospioresbriefingsdomundo@gmail.com.

Quem sabe, com muitas contribuições, a gente não consegue eliminar pérolas como essas do mercado.


P.S.: Obrigado pela força, Alonso!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O briefing da bíblia

Um dia desses, eu tava aqui na agência e, de repente, a tráfego coloca um briefing gigantesco. Eram 8 páginas só com estratégias de marketing, textos copiados do site do cliente e sem nenhum planejamento. Puro CTRL+C, CTRL+V. Sem falar que o atendimento não sabe o significado da palavra briefing. Portanto, aí vai a minha contribuição para a "classe trabalhadora vítima do êxodo escolar"

BRIEFING vem da palavra BRIEF que, segundo o dicionário Michaelis, significa: sumário, síntese, declaração resumida, fazer resumo, breve, curto.

Ou seja, um briefing de 8 páginas não é um briefing. Acho que os únicos atendimentos que poderiam ter feito um briefing de 8 páginas seriam os membros da Igreja Católica, no job da bíblia.

Se não bastasse isso, no meio das 8 páginas, eu encontrei algumas pérolas. Como:

"OBRIGATÓRIO:
Cada peça deverá se comunicar com seus públicos específicos sendo eles: usuário final, público interno, comprador corporativo."


Sério? A gente não pode usar uma mensagem do usuário final pro comprador corporativo? E do público interno pro usuário final? UAU!

"Pontos Fracos do cliente: não tem foco; não tem equipe; não conhecemos nossos clientes; qualidade; vazamento, falhas; sem reconhecimento; problemas no produto."

Uma das lições básicas que eu aprendi na Comunicação: você pode fazer campanhas fenomenais e vender absolutamente tudo. Mas, se seu produto for ruim, as pessoas vão experimentar uma vez e nunca mais. Aliás, vão fazer propaganda negativa. Milagre, eu ainda não consegui fazer. De vez em quando, com os briefings que chegam, eu até tento, mas ainda não consegui.

Mas veja o que vinha logo depois desse item:

"Vantagens diante da concorrência:
Validar ainda mais nossa qualidade e a existência de um exigente controle de qualidade com a criação de selos e laudos técnico."


Pra quê ler o que está passando? Pra quê verificar se o briefing tem alguma inconsistência? Os idiotas da criação só ficam no YouTube mesmo. Eles devem ter um tempinho pra ler tudo isso e bolar uma frase e um layout. Se o Photoshop consegue ajeitar as minas da Playboy, fazer um layoutzinho deve ser moleza....

Enfim, vai longe esse atendimento! Só se for pra PQP mesmo!

P.S.: A correria aqui na agência tá bem grande. Então, está difícil parar pra postar. Obrigado pelos prazos e refações, atendimentos!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Quem faz Freela?

Redator faz freela
Diretor de Arte faz freela
Assistente faz freela
Montador faz freela
Produtor Gráfico faz freela
Mídia faz freela
Planejamento faz freela
Diretor de Criação faz freela
Motoboy faz freela
O cara que conserta os Macs faz freela
O único jumento que não faz freela é o Atendimento.
Porque?
1. O trabalho é tão ridículo que qualquer animal
pode fazer
2. Você só chama freela para colaborar com a agência


post "chupado" do Cade o briefing?

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Tio? Prima? Avó ou o que?

Acho que muita gente já viu esse trocadilho, mas não esperava receber do atendimento aqui da agência. Segue a pérola:

"... gostaria que colocasse uma foto do produto aberta com três indicações de conexão sem fio. Mantendo os dois parentes nos cantos superiores e acrescentar uma mais em baixo do lado direito."

Por favor gente, me ajudem a descobrir de que família pertence essa criatura!!!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

CMYK vs RGB

Graças ao comentário de um leitor anônimo desse blog, lembrei de um caso clássico aqui da agência. O pedido dizia o seguinte:

Criar um e-mail marketing, 4x4 cores.

Não entender sobre internet, eu até acho possível. É por isso que inventaram a pergunta. Não sabe, pergunta. Ou o atendimento acha que está criando um formato que vai quebrar os paradigmas da propaganda mundial? Será que ela achou que era só virar o monitor pra ver?

Ah! E o comentário anônimo foi esse:

Agora não tenho job mal feito para mandar não... mas tenho uma história ótima... a da atendimento que entrou na criação pisando duro, toda indignada, se dirigiu ao meu dupla e falou cheia de razão: "Você não lê briefing, não? Eu pedi um anúncio 4 cores e neste aqui, só contando por alto, já achei mais de 100". Que tal?

Enfim, deprimente...

Agradecimentos

Queria agradecer algumas pessoas que estão dando uma força para esse humilde blog:

Taisa (a dona da saia)

Jaime Ohana

A Culpa eh do cliente

valeu galera.

Abraços,
Mal Brifado

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Viva ao Diretor de Criação de Elite

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Papéis invertidos

Fim de ano vai chegando e, com ele, os jobs de cartões de natal. Mas esse foi especial.
Veja o primeiro problema:

"Como já tínhamos abordado este assunto [cartão de natal 2007] com a cliente levamos uma referencia de cartão lenticular. São cartões que simulam uma holografia onde é possível aplicar 2 imagens compostas com um efeito bem interessante. Mas tem um custo unitário bem alto por isto a produção sugeriu fazermos uma versão colorida e outra PB."

Pra quem não percebeu, aqui houve a primeira inversão de papéis. Antes mesmo do job chegar na criação, o atendimento já começou a criar, já passou a idéia pro cliente, já começou o processo completamente errado.

Ok, tenho um cartão lenticular pra fazer. Mas precisava conversar com o online, porque esse cartão teria de ter versões offline e online. Eis que chegamos à segunda inversão de papéis:

"Online: Precisamos criar uma peça bem diferenciada sem animação em jpeg e o mesmo conceito do offline."

Ou seja, no online que é mais fácil e mais barato fazer coisa animada, eles não sugerem. E, no offline, que tem muito mais custo pra fazer algo "animado" - lenticular -, eles sugerem.

Enfim, e a vida de malbrifado segue.


OBS 1: Todo erro de grafia ou gramatical foi reproduzido exatamente da forma que foi passado pelo atendimento.

OBS 2: Quando fomos perguntar pro atendimento sobre esse cartão lenticular PB, disseram que ficaria muito caro e que era pra desistir da idéia. O único porém é que, se não tivéssemos ido falar, teríamos perdido tempo com ele. Pra quê avisar a criação sobre mudanças substanciais no job, né?